O banho é tão antigo quanto a própria humanidade. Para muitas culturas a imersão em água é mais que um hábito de higiene - é um ritual de purificação, convívio e relaxamento. A atividade antes restrita aos rios, lagos e cachoeiras foi, aos poucos, levada para dentro das habitações com banheiras, baldes, bacias e canecas.
Para que esse hábito saudável e prazeroso se tornasse o que é hoje, foram necessários grandes avanços tecnológicos em diversas áreas e muitos esforços de engenharia, principalmente com relação à distribuição da água por sistemas de encanamento e ao desenvolvimento de sistemas de aquecimento da água.
Dois povos antigos prestaram grandes contribuições nesse sentido: egípcios e romanos. No Egito, por exemplo, foram encontrados tubos de cobre enterrados para o abastecimento e retirada de água de banheiros no palácio dos faraós. Na ilha de Creta, escavações no Palácio de Cnossos mostraram a existência de uma rede de água e esgoto já no século 1000 AC. Também foram encontradas evidências de aparelhos sanitários, rede de água fria, rede de esgoto e até um sistema de aquecimento de água. É importante ressaltar que todas essas instalações eram reservadas apenas aos reis, sacerdotes e membros da corte.
Os romanos foram o povo da antiguidade que mais se importou em transformar o banho num evento. Eles desenvolveram tecnologia e a aplicaram na construção de termas públicas onde qualquer cidadão podia desfrutar dos prazeres do banho. Existem registros de que, nessa época, já eram usados chuveiros nas saídas dos encanamentos que permitiam um banho semelhante ao que tomamos hoje.
Com a desintegração e queda do Império Romano no século XV iniciasse a idade média, o banho e os hábitos de higiene em geral também mergulham em um período sombrio marcado pela peste negra. Apenas no século XIX o banho rotineiro é reintroduzido como costume na Europa. Novas termas, agora chamadas de balneários ou estações de águas, foram criadas e com a ascensão burguesia, locais apropriados para o banho foram introduzidos nas casas.
No Brasil, muitos povos indígenas já tinham o hábito de tomar banho nos rios diariamente. Hoje, o hábito é considerado uma das heranças culturais deixadas pelos povos indígenas. Porém, ainda no início do século XX distribuir a água utilizando sistemas de encanamento e principalmente aquecê-la, para permitir um banho agradável nos banheiros das residências, era um luxo disponível para poucos.
A Revolução Industrial vinha concentrando a população em cidades cada vez maiores e os desafios na engenharia de saneamento cresciam na mesma proporção. Foi nesse cenário que cientistas e engenheiros das Américas e Europa voltaram a desenvolver sistemas de aquecimento da água para as residências, agora utilizando as novas tecnologias disponíveis.
Os sistemas europeus eram em sua maioria baseados no aquecimento a gás, pois o clima frio exigia sistemas de calefação nas casas e por isso, naquele tempo, já havia no continente europeu uma extensa rede de distribuição de gás. No Brasil, começaram a surgir os primeiros protótipos de chuveiros elétricos. As redes de gás eram muito restritas nas grandes cidades e inexistentes nas demais áreas, ao contrário da rede de energia elétrica que já alcançava grande parte da população. Sim, o chuveiro elétrico é uma invenção genuinamente brasileira.
O chuveiro elétrico, desde o início, era constituído de uma resistência feita de metais com alto ponto de fusão, como o níquel e o cromo - essa resistência aquece com a passagem da eletricidade e transmite calor à água por contato. Na década de 40, iniciou-se a fabricação em pequena escala comercial do produto.
Em meados da década de 40, uma empresa da cidade de Jáú, São Paulo, desenvolveu um chuveiro que se ligava automaticamente ao abrir o registro de água. O sistema é a base de praticamente todos os chuveiros elétricos desenvolvidos até hoje. Outras empresas desenvolveram em meados dos anos 50 um sistema dotado com um pistão que se movia com a passagem da água, fechando ou abrindo o circuito elétrico do aparelho.
Foi graças à extensa propaganda feita pelos fabricantes que o chuveiro elétrico passou a ser um eletrodoméstico muito popular no Brasil e hoje é utilizado pela maioria da população.
No final da década de 60, com o advento do plástico, surgiram os primeiros chuveiros elétricos feitos do material, como polipropileno, nylon e baquelite. Eram aparelhos de menor custo frente aos metálicos, normalmente feitos de latão ou bronze com acabamento cromado. Além das cores e maior liberdade de criação no design, o plástico também proporcionou melhor isolamento elétrico em relação aos chuveiros metálicos.
Já no final dos anos 80, a adoção de resistências blindadas e a adequação dos produtos às novas normas de segurança e desempenho também contribuíram para que os chuveiros elétricos se tornassem aparelhos seguros e eficientes energeticamente.
Na década de 90, a ThermoSystem entra no mercado de chuveiros e revoluciona o produto ao lançar um sistema eletrônico de controle de temperatura. Um aparelho simples e compacto que quando ligado ao chuveiro facilita a regulagem precisa da temperatura da água e também passa a permitir que o aparelho seja regulado durante o uso sem riscos de choques. Alguns anos depois, a empresa catarinense decide fabricar a Ducha Eletrônica ThermoSystem, um chuveiro elétrico já com o regulador eletrônico de potência montado em seu interior.
O sucesso encoraja a empresa a seguir desenvolvendo inovações e agregando novas tecnologias às suas duchas e chuveiros. Já nos anos 2000, a ThermoSystem lança a Ducha Digital Délus, a primeira totalmente operada por controle remoto e o Aquecedor Solar Belosol, sistema de aquecimento solar híbrido lançado no mercado com a missão de popularizar os sistemas eco-eficientes de aquecimento de água.
Atualmente, são encontradas no Brasil diversas marcas e modelos de chuveiros elétricos e eletrônicos, dos mais sofisticados aos mais populares. Os chuveiros brasileiros são exportados para muitos países e alguns deles já possuem fabricantes locais, como México, Estados Unidos, Inglaterra, Singapura, Malásia, África do Sul, Israel, entre outros.
Pesquisas recentes indicam o chuveiro elétrico e o chuveiro híbrido, sistema que une o aquecimento por energia solar ao chuveiro elétrico, como os sistemas mais eficientes e ecológicos disponíveis no mercado atual.
Deste modo, o chuveiro elétrico é cada vez mais uma boa alternativa para a economia de água e energia elétrica, além de ser uma alternativa ao uso de gás para aquecimento no futuro. Por isso, a ThermoSystem continua a investir no desenvolvimento e aprimoramento de duchas e chuveiros, o que nos dá a certeza de que essa história está longe de acabar.

Copyright © 2003-2008 ThermoSystem Indústria Eletro Eletrônica Ltda - All Rights Reserved. Intellectual Property Rights Policy
Rua Antônio Delpizzo Júnior, 2103 - Oficinas - CEP 88702-270 - Tubarão - SC - Brasil
SAC: 0800 648 0500 - sac@thermosystem.com.br - Fone: +55 48 3621 0500
Desenvolvimento Agênciadigital - Design Idcom